quarta-feira, 1 de junho de 2016

ANVISA: NÃO PRORROGA!!

Via: http://www.poenorotulo.com.br/

 ANVISA: NÃO PRORROGA!!
24/6/2015: Anvisa aprova a regulamentação de alergênicos por unanimidade, com prazo de um ano para adequação;
1/6/2016: a pedido das indústrias de alimentos, a Anvisa faz amanhã, em Brasília, uma reunião pública para avaliar a possibilidade de prorrogação do prazo da norma que ela mesma aprovou há quase 12 meses (?)
Pois é.
E estaremos lá, representando vozes de todo o país, para pedir que a Anvisa não prorrogue esse prazo, porque a espera vem antes mesmo de junho de 2015. O movimento Poe no Rotulo existe há quase dois anos e meio e sempre pediu isso desde seu primeiro dia, em fevereiro de 2014.
Temos pressa.
Temos urgência.
Queremos respeito.
Vamos rodar esse vídeo por todas as redes sociais possíveis? Compartilhem!
‪#‎poenorotulo‬ ‪#‎naoprorrogaanvisa‬ ‪#‎industriaparaqtafeio‬ ‪#‎direitoainformacao‬ ‪#‎anvisa‬

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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Quem somos nós? Uma viagem no seu Eu mais íntimo

Esse vídeo é curtinho, mas nos leva a uma viagem tão profunda. Me fez ter a certeza que somos formiguinhas perto do universo. Por isso vibremos com muito amor a nós mesmos e ao próximo!

#amor #universo #energia #amor #energiaterapia

Fonte:  Nocturne No. 8 In D Flat Major Op. 27/2 de Point Classics Artists.

Saiba porque o seu Intestino é também conhecido como o seu "Segundo Cérebro"

Você sabia que para alguns fisiologistas o centro regulador do nosso corpo não é o cérebro, e que não é o coração o órgão das emoções? Para você seria blasfêmia se eu dissesse que o centro de comando do nosso corpo está localizado no abdômen? Esse órgão é tão importante que chega a ser chamado de segundo cérebro. Sabe de quem estou falando? Isso mesmo, a majestade… o Senhor Intestino!!!

O sistema gastrointestinal é o mais suscetível às emoções. Sabe aquele frio na barriga ao encarar o desconhecido? E as borboletas no estômago quando você se depara com a sua paixão? Sustos lhe dão enjôo? Essas sensações existem por um motivo, a enorme quantidade de transmissores presente no intestino estabelece uma ligação direta com o cérebro. Isso explica porque uma crise de nervosismo pode segurá-lo no banheiro.
O intestino desempenha um papel importantíssimo em nossa saúde. Seu controle vai além dos limites gastrointestinais, atingindo não só a saúde física como também a mental.
A relação do intestino com o desempenho cerebral e imunológico é direta, podendo desencadear doenças metabólicas (alergias, obesidade e diabetes) e neurológicas (como a esclerose múltipla e o mal de Parkinson).
O intestino possui cerca de 100 milhões de neurônios, ganhando a medalha de prata no ranking de maior sistema nervoso do corpo humano, atrás apenas do cérebro. Além disso, neurotransmissores e hormônios associados ao encéfalo são produzidos no intestino.
98% da serotonina (corresponsável pela memória e pelo humor) vem do intestino. Se suas funções intestinais não vão bem, você logo sente o impacto no bem-estar físico, mental e emocional. A recíproca também é verdadeira: quando o balanço químico cerebral está desregulado, as vísceras sofrem a consequência.

Na prática, a relação comprova que problemas intestinais podem ser causados por ansiedade, estresse ou depressão. 50% dos distúrbios intestinais têm causa emocional.
No caso dos portadores da Síndrome do Intestino Irritável, 90% apresentam problemas emocionais. Uma pesquisa da Universidade de Boston, mostrou que os portadores da Síndrome do Intestino Irritável tinham 40% mais chances de manifestar depressão e, quando medicadas para tratar a enfermidade física, constataram melhora no estado mental. Nesse quadro, são as mulheres, educadas para manter distâncias das informações ligadas ao funcionamento do órgão, as maiores afetadas. 67% das brasileiras têm queixas gastrointestinais. Por constrangimento, 75% delas não as mencionam nas consultas médicas.
O intestino contém mais de 70% das células de defesa do corpo, 500 espécies de bactérias e 100 trilhões de micro-organismos. Esse exército compõe a chamada microbiota intestinal (conhecida como flora intestinal), que auxilia no desenvolvimento de tecidos, na extração de nutrientes dos alimentos e na produção de células de defesa. No entanto, ela não evoluiu a ponto de resistir aos maus hábitos à mesa.
Alimentos processados podem alterar a microbiota, abrindo espaço para bactérias nocivas se instalarem e causarem estrago. Antibióticos, estresse e álcool também matam as bactérias do bem.

Prevenir o estrago não é tarefa do outro mundo. Troque a “fast food” por fibras (elas alimentam as bactérias benéficas ao organismo). Pratique exercícios, que fazem o intestino trabalhar de forma mais eficiente e melhor ainda é investir em atividades que reduzem o estresse e promovem equilíbrio mental. A ciência comprova o que você instintivamente já sabia: é preciso estar com a cabeça no lugar para preservar suas vísceras.
Milhares de mulheres no Brasil sofrem de problemas gastrointestinais. Conheça os vilões mais comuns:
  • Gastrite: É uma inflamação na mucosa estomacal que pode levar à náuseas, intolerância alimentar, vômitos e dores fortíssimas. O uso frequente de anti-inflamatórios aumenta as chances de desenvolver a doença, assim como bebidas alcoólicas. A gastrite pode ser crônica até mesmo a curto prazo. Mantenha-se distante de pratos gordurosos, álcool e cigarro para evitar e controlar a doença;
  • Refluxo Gastroesofágico: Afeta cerca de 20% dos adultos e consiste em um problema na válvula que separa o estômago do esôfago, fazendo com que o conteúdo estomacal volte para o esôfago, podendo alcançar a boca. Quem sofre de refluxo deve manter distância de comidas gordurosas e ácidas, café, refrigerantes e álcool. O tratamento inclui dieta e medicamentos;
  • Síndrome do intestino irritável: Trata-se de um distúrbio crônico que faz com que a digestão seja rápida ou lenta demais. Mais de 25% dos adultos apresentam a síndrome, sendo as mulheres jovens a maioria. Os sintomas incluem cólicas frequentes, gases, inchaço, constipação ou diarreia. A doença vem sendo relacionada à depressão, transtornos e infecções bacterianas. Prática de exercícios, ajustes na dieta e psicoterapia são recomendados para amenizar a condição;
  • Doença inflamatória intestinal: Essa é uma nomenclatura para doenças crônicas como o Crohn e a retocolite ulcerativa, que envolvem inflamações no intestino e baixa imunidade. A taxa de pessoas com doença inflamatória intestinal vem aumentando principalmente entre as mulheres. Os sintomas incluem febre, diarreia com presença de sangue e dor. Dietas pobres em nutrientes, tabagismo e genética favorecem o aparecimento dessas desordens difíceis de curar, mas tratáveis com mudanças no estilo de vida e medicamentos.

Para o perfeito funcionamento do seu cérebro acessório, pratique atividade física regularmente, evite uma rotina estressada e cansativa, procure válvulas de escape e prazeres na sua rotina. Coma quantidades satisfatórias e regulares de fibras. Evite alimentos gordurosos, refrigerantes, bebidas alcoólicas e cigarro. A ingestão diária de probióticos também auxilia muito. Tome no mínimo 2 litros de água por dia, crie este hábito.
 Fonte

A Mulher e a Lua – Ciclos Naturais e o Sagrado Feminino

Nós mulheres, andamos distraídas! Andamos esquecidas dos ciclos que regem o fluxo natural da vida. Esquecemos de olhar para o céu, de conectar com nossa Avó Lua e reconhecer, que como as marés, somos regidas por sua grandiosa influência. 

A Lua influencia os ciclos de plantações e de colheitas, as águas dos rios e oceanos, o que este astro de nosso planeta não faria em nosso corpo que é formado de mais de 90% de água?
Seria demasiada pretensão pensar que não recebemos sua poderosa influência em nossos ciclos pessoais.


A mulher também é regida por um micro ciclo lunar pessoal, conhecido como ciclo menstrual, aqui chamaremos esse Ciclo de Lua Pessoal. Esse conhecimento esta presente na cultura dos povos antigos, os nativos norte americanos chamavam o ciclo menstrual de “lua”, justamente por sua relação cíclica direta com a Lua Planetária, essa Lua Cósmica que rege os Ciclos Naturais de Vida em nosso planeta Terra.

Se olharmos com mais atenção, esse Ciclo Lunar Pessoal se parece muito com o Ciclo Lunar Cósmico, que possui 4 etapas: Lua Nova, Crescente, Cheia e Minguante. Em nosso corpo, esse ciclo se manifesta na maturação do óvulo e pela ação hormonal de nossas glândulas endócrinas. Observando nosso óvulo, vemos que ele cresce, como uma Lua em nosso corpo.
Poderíamos comparar seu crescimento com as fases da Lua.

O Ciclo Lunar Pessoal reproduz o que ocorre no macro cosmo externo, assim como a lua cósmica, tem em média 28 dias, isso não é uma coincidência, é um alinhamento natural, onde o micro cosmo de nosso corpo, se ajusta ao macro cosmo lunar. Cada fase do ciclo dura em média 7 dias, como as fases lunares, portanto alinhar o ciclo pessoal com o ciclo cósmico, não deveria parecer algo raro, ou estranho ao nosso corpo.

Mas porque não costumamos pensar sobre isso? Porque sentimos que isso parece uma idéia estranha ou coisa de “bruxas”, de “naturalistas”? E seguimos ignorando essa realidade hormonal?

Vamos olhar a imagem acima e ver as fases desse micro Ciclo Lunar Pessoal!



LUA PESSOAL

Os primeiros 7 dias, que correspondem ao sangramento menstrual, representam nossa Lua Nova Pessoal, momento em que o endométrio (tecido uterino que se formou no ciclo hormonal anterior para receber um possível embrião), não ocorrida a gravidez, esse tecido se degenera, perde sua função e se desprende das paredes uterinas, provocando o sangramento. Isso representa uma renovação de nosso ciclo, o óvulo inicia seu processo de crescimento, e nossos hormônios ficam em suas doses mais baixas de todo o ciclo.

A Lua Crescente Pessoal, inicia nos próximos 7 dias. Vemos um crescimento das taxas de estrógeno e um aumento mais considerável do óvulo.
Nossa Lua Cheia Pessoal chega com a maturação do óvulo, a ovulação, onde ele é liberado do ovário e desce para as trompas até chegar ao útero. É o conhecido período fértil, onde é possível ocorrer uma gravidez. Nesse período, temos um aumento considerável de hormônios circulantes, como o pico de liberação de estrógeno, é dos hormônios folículo estimulante e luteinizante, que são responsáveis pela liberação do óvulo. Observando nosso corpo, podemos perceber que esses hormônios podem fazer muito mais do que isso, afetam a temperatura corporal que sobe em torno de 1ºC, nosso estado de ânimo, humor, nossa pele, e especialmente nossa libido. São dias de uma profunda revolução e ebulição.

A Lua Minguante Pessoal, corresponde ao período onde ocorre uma caída das taxas de estrógeno e os picos de progesterona, formação do corpo lúteo no ovário e aumento do endométrio no útero. Esse período, de grande transformação dos padrões hormonais, hoje em dia se caracteriza pela síndrome pré menstrual ou TPM. Os sintomas físicos são visíveis, afetando várias partes de nosso corpo e nossas emoções.

Compreender que temos uma Lua Interna, que faz parte da natureza do feminino a mu
dança cíclica, que somos seres integrais, holísticos e que nossos hormônios afetam muito mais que nossos pequenos óvulos, afetam nosso ser inteiro, é essencial.

Re-conectar com a consciência de nossa Lua Pessoal, trabalhando aspectos físicos, emocionais, psíquicos e espirituais em harmonia com nosso ciclo, pode ajudar a mulher a superar problemas em sua saúde de forma completa.

Estamos desconectadas do mundo natural, esquecemos de contemplar a beleza prateada desta antiga mestre do Céu. Precisamos reaprender a olhar “dentro” nossa Lua Pessoal, e olhar fora, a Lua Cósmica.

Sentir a influência da Lua em seu corpo inteiro, como afeta sua vida diária é um movimento importante para realinhar e remodelar seu próprio ciclo interno. Reconhecer essas influências é o primeiro passo, buscar contemplar essas luas, observar seu corpo, tocá-lo, sentir inteiramente como reage em cada momento, estando atenta a pequenas mudanças.

LUA CÓSMICA
Se conectamos com a Lua Cósmica, em sua fase Nova no Céu, percebemos a ausência de sua luz, buscamos seu brilho prateado, mas a noite é escura. Momento de introspecçã o, de silêncio, de olhar para dentro.

A escuridão das noites de Lua Nova te convidam a renovar! Momento de limpeza, onde o velho deve sair dando espaço ao novo. Momento de abertura para um novo Ciclo.
A Lua Crescente representa uma fase de intenso cuidado, para que esses novos projetos de vida cresçam e se desenvolvam, momento de cuidar os brotos que saem da terra em busca de luz e ar, alimentar os sonhos e protegê-los para que se desenvolvam com todo seu potencial.
A Lua Cheia é o momento de celebração, onde as flores e frutos estão em seu apogeu. Momento criativo onde o máximo da cor e da beleza se manifestam. É uma festa, a Lua chega ao seu brilho máximo inspirando os poetas e nossa vida!
A Lua minguante é tempo de cuidar o que já esta morrendo. Período delicado, porque faz parte da natureza dos ciclos, a morte e o renascimento. Essa lua antecede o momento de morte simbólica, o que representa maior sensibilidade e uma certa melancolia. Bom momento de refletir com maturidade sobre nossos projetos de vida, pois é com a experiência dessa lua que podemos sentir o que vale a pena seguir e o que deve ser transformado pela lua nova que se aproxima.
Esse é um conv ite para um resgate de nossos ciclos naturais, aproveite sua Lua Interna, ou a energia Lunar Cósmica para realizar com consciência um rito em sua homenagem, seus momentos de mudança podem ser períodos impor tantes para essa conexão. Aproveite e dedique um dia de jejum, uma dieta de frutas, de sucos, um banho especial, uma meditação, um alimento a essa grande Avó Lua, a nossa Lua Pessoal.
Somos mulheres, talvez uma palavra que possa nos descrever seja mudança. Aceitar que estamos em constante mudança, qu e nossos hormônios afetam nossa vida, que somos cíclicas, lunares, representa um resgate de conhecimentos antigos, saberes que datam desde o início da civilização humana, a partir de sua auto-observação.
Nos tempos de hoje, estamos resgatando essas antigas tradições, sabedorias esquecidas pelos tempos que ganham força no momento que nos damos conta que estamos perdendo um conhecimento importante para nossa saúde integral. Conscientizando essa energia podemos recuperar nosso poder do Sagrado Feminino.

Cristine Muller Takua
Terapeuta Holística, Mulher de Medicinas com formação em Enfermagem, Comunicação em Saúde, Reiki, Yoga, Ayurveda, Xamanismo, experiência vivencial com grupos indígenas no Brasil, Bolívia e Peru, focalizadora de Círculos femininos, Coordenadora da Tribu Holistica, residente no Peru a mais de 2 anos.

Tradução: www.tribuholistica.com Urubamba/Peru 

Que o Anjo do Amor preencha teu coração

Que o Anjo do Amor
preencha teu coração!
Que o Anjo da Alegria
ilumine teu sorriso!
Que o Anjo da Justiça
te alerte sempre!
Que o Anjo da Amizade
te ampare com carinho!
Que o Anjo do Perdão te fortaleça!
Que o Anjo da Luz te ilumine
e te mantenha como seu emissário,
espalhando luzes para todos
que cruzem teu caminho.

Autor desconhecido (infelizmente)

Seu corpo registra energeticamente sua historia de vida

Mais eficiente que a memória do computador, seu corpo registra tudo que aconteceu com você desde a infância até agora. O psicólogo e teólogo francês Jean-Yves Leloup relaciona símbolos arcaicos com várias partes do corpo e esclarece as causas físicas, emocionais e espirituais das boas sensações e de algumas doenças.

Uma página em branco. É assim o corpo novinho em folha do recém-nascido. Desde o instante do nascimento e a cada fase da vida, a pele, os músculos, os ossos e os gestos registram dados muito precisos que contam nossa história. “O homem é seu próprio livro de estudo, basta ir virando as páginas para encontrar o autor”, diz Jean-Yves Leloup, teólogo, filósofo e terapeuta francês.
É possível escutar o corpo e conhecer sua linguagem, que muitas vezes se expressa por sensações prazerosas, por bloqueios ou pela dor, que nada mais é do que um grito para pedir atenção. “O corpo não mente. As doenças ou o prazer que animam algumas de suas partes têm significados profundos”, revela Leloup.
Ele nos convida a responder algumas questões sobre pés, tornozelos, ventre, genitais, coração, pulmões e muitas outras partes. Elas podem ser nosso guia em uma viagem de autoconhecimento que toca em aspectos físicos, emocionais e espirituais: “Primeiro, podemos notar qual é nosso ponto fraco, o lugar de nosso corpo em que vêm se alojar, regularmente, a doença e o sofrimento. Há a escuta psicológica pela qual podemos prestar atenção no medo ou na atração que vivemos em relação a algumas partes do corpo. E há ainda a escuta espiritual. O espírito está presente em nosso corpo, e certas doenças e algumas crises são manifestações do espírito, que quer trilhar um caminho, que quer crescer, que quer desenvolver-se em membros que lhe resistem”, diz ele. E continua: “Algumas depressões estão ligadas a fatores emocionais, a um rompimento, uma perda, uma falência. Mas há também depressões iniciáticas, em que a vida nos ensina, por meio de uma queda, um acidente, que devemos mudar nosso modo de viver”.
Descubra a seguir quais são os símbolos associados por Jean-Yves Leloup a cada parte do corpo e responda às questões, que facilitam a reflexão e o reconhecimento do que está impresso em você. Boa viagem!

Pés, as nossas raízes
“Será que experimentamos prazer em estar sobre a terra? Podemos imaginar o corpo como um árvore. Se a seiva está viva em nós, ela desce às raízes e sobe até os mais altos galhos. É de nosso enraizamento na matéria que depende nossa subida à luz. É da saúde de nossos pés que vem o enraizamento”, explica Leloup.
Ele lembra que em diferentes práticas de ioga há a purificação dos pés, que são mergulhados na água salgada. “Pelos pés podem escorrer nossas fadigas e tensões.”
“A palavra pé, podos, em grego, relaciona-se à palavra paidos, que quer dizer criança. Cuidar dos pés de alguém é cuidar da criança que o habita. Perguntei a um sábio: ‘O que posso fazer para ajudar alguém?’ Ele respondeu: ‘Lembre-se de que essa pessoa foi uma criança, que ainda é uma criança. E que tem dor nos pés.’”
Preste atenção: verifique se seus pés são seu ponto fraco. Como você se apoia sobre eles? Em seguida, toque-os, sentindo ossos, músculos e partes mais ou menos sensíveis. Quais são suas raízes familiares? Quais as expectativas de seus pais em relação a você? Qual seu sentimento em relação a filhos?
Tornozelos, a possibilidade de ir em frente
Termômetro da rigidez ou da flexibilidade com que levamos a vida, os tornozelos têm relação direta com o momento do nascimento. “Por que esse é também um momento de articulação entre a vida dentro e fora do útero. Alguns de nós conheceram dificuldades e viveram até traumas nesse elo que une a vida fetal com o mundo exterior. O corpo guardou essa memória e a expressa na fragilidade dos tornozelos”, diz o filósofo.
Segundo Leloup, os tornozelos simbolizam também o refinamento da vida, as relações íntimas e a articulação do material com o espiritual. As pessoas em que o tornozelo é o ponto fraco têm dificuldade de avançar nos vários aspectos da vida. Dar um passo a mais é ir além de nossos limites e também saber aceitar o que se é, seja isso agradável ou não. “Essa é a condição para ir mais longe”, finaliza ele.
Preste atenção: você costuma ter dor nos tornozelos? Essa região é rígida ou flexível? Sofreu entorses? Em que momentos de sua vida eles ocorreram? É difícil avançar em direção ao que você quer? Qual é o passo que você precisa dar e o passo ao qual resiste?
Joelhos, o apoio para dar e receber colo
A flexibilidade é uma das qualidades importantes para que os joelhos sejam saudáveis. “Quando eles são rígidos, é provável que surjam problemas na coluna vertebral e nos rins”, lembra Leloup, que nos revela o significado mais profundo dessa parte do corpo. “Em algumas línguas, estranhamente há uma ligação entre a palavra filho e a palavra joelho. Em francês, por exemplo, genou, joelho, tem a mesma raiz da palavra générer, gerar. Em hebraico, joelho é berekh, e também bar e bèn, que significa filho. Assim, ser filho, ser filha é estar no colo, envolvido por esse gesto, que é o elo entre os joelhos e o peito. Temos necessidade de dar e receber essa confirmação afetiva. E manter alguém no colo, sobre os joelhos serve para manter o coração aberto”, finaliza.
Preste atenção: observe como são seus joelhos. Eles são flexíveis, rígidos, doloridos? É bom tocá-los ou não? Quem o pegou no colo quando você era criança? Esse gesto de intimidade é familiar para você? Qual a sensação? E você, para quem dá colo (seja fisicamente, seja como símbolo de acolhimento)?
Genitais, a energia de vida
O teólogo Jean-Yves Leloup fala dos tipos de amor e prazer, dos traumas e das sensações vividos na infância que marcam para sempre nossa sexualidade. Ele ressalta que o encontro de dois corpos pode ser mais que físico. “A representação mais primitiva de Deus foi encontrada na Índia e são o lingan e a ioni, o símbolo fálico masculino e o genital feminino. Assim a representação do sexo foi a primeira feita pelo homem para evocar Deus – porque o sexo é onde se transmite a vida. Dessa maneira, passa a ser o local da aliança, algo de muito sagrado”, considera Jean-Yves Leloup. “Portanto, a sexualidade não é somente libido. Essa libido pode tornar-se paixão, passar através do coração e transformar-se em compaixão. É sempre a mesma energia vital, que muda e se transforma de acordo com o nível de consciência no qual nos encontramos.”
Preste atenção: quais são suas dores ou doenças relacionadas aos órgãos genitais? Você sofre desses males? Qual a sensação diante dos seus genitais (vergonha, repulsa, prazer)? Qual sua postura em relação à sexualidade (à sua própria e ao sexo no contexto cultural)?
Ventre, o centro processador de emoções
Estômago, intestinos, fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas, rins são os órgãos vitais abrigados em nosso ventre. Eles são responsáveis pela transformação do alimento em energia, pela absorção de nutrientes e pela eliminação de toxinas.
Emoções como raiva, medo, prazer e alegria acertam em cheio essa região e também precisam ser digeridas. Leloup aponta que “o perdão tem uma virtude curativa porque podemos tomar toda espécie de medicamento, sermos acompanhados psicologicamente, mas há, por vezes, rancores que atulham nosso ventre, nosso estômago, nosso fígado”. Ele destaca que todas as partes do corpo lembram a importância de respeitar o tempo de digestão e assimilação de tudo que nos acontece de ruim e também de bom.
Preste atenção: como é sua digestão? Quando você tem uma forte emoção, sente frio na barriga ou alguma reação na região? Quais foram os fatos difíceis de ser digeridos em sua vida? O que há por perdoar?
Coração e pulmões, o pulso vital
Esses dois órgãos estão intimamente ligados a nossa respiração. “O coração é um dos símbolos do centro vital, ele é o centro da relação. E é importante observar como nossa vida afetiva influencia nossa respiração.  Às vezes, nos sentimos sufocar porque não correspondemos à imagem que os outros têm de nós, e isso também impede que o coração bata tranquilamente. Para alguns, querer ser normal a qualquer preço, querer agir como todo mundo, pode ser fonte de doenças”, assinala o psicólogo Jean-Yves Leloup.
Agir de acordo com suas vontades mais genuínas e aceitar o que se é, mesmo que isso não combine com o grupo, pode ser uma das formas de se libertar e sair do sufoco.

Preste atenção: você já teve períodos prolongados de angústia ou tristeza? O que liberta sua respiração e o que o sufoca? Você se preocupa muito com a imagem que as pessoas têm de você? Já parou para ouvir as batidas de seu coração e o das pessoas a quem você ama? O que deixou seu coração partido? O que o fez bater feliz?

Fonte